Rodovia dos Tropeiros - Rota 68
Olá, parceiros de estrada e, principalmente, meus queridos colegas de "trono traseiro"! Aqui é a Garupa Maluca, e hoje trago um roteiro que é um verdadeiro mergulho no tempo. Se você, como eu, ama a sensação de liberdade de ver o mundo sem janelas, sentindo o perfume do mato e o ritmo do motor, prepare o capacete.
Nossa próxima aventura será pela Rodovia dos Tropeiros (SP-068), a nossa charmosa "Rota 68" paulista. Sairemos de Campinas a bordo da nossa Kawasaki Vulcan 650, que com seu estilo cruiser nos garante conforto, apesar de ser um pouco "beberrona", fazendo seus 16 km/l.
O Charme da Rota 68: Por que ir de moto?
Eu escolhi esse roteiro porque a Rodovia dos Tropeiros é pura história viva. É o caminho que D. Pedro I percorreu em 1822 rumo à Independência. Para nós, na garupa, a viagem é especial: enquanto o piloto foca nas inúmeras curvas de baixa, média e alta velocidade, nós temos a visão privilegiada de casarões imperiais e da imponente Serra da Bocaina. É uma estrada feita para ser "sentida", onde cada cidadezinha surgiu estrategicamente a cerca de 24 km a 30 km uma da outra — a distância que um tropeiro vencia em um dia de viagem.
O Plano de Voo: 2 Dias no Vale Histórico
Saindo de Campinas, o ideal é separar um fim de semana. A melhor época é entre maio e agosto (outono/inverno), porque a chance de chuva é menor e a gente evita aquele asfalto liso e perigoso da serra.
Dia 1: O mergulho na história
Saímos cedo pela Dutra e entramos na Rota 68 por Cachoeira Paulista. A primeira parada estratégica é Silveiras.
Café da manhã: No centrinho, que é super fotogênico.
Cultura: Vale a pena subir no Santo Cruzeiro (tem uma energia forte de história da Revolução de 1842).
Almoço Sagrado: No Trempe Restaurante. Peçam a "Carne Serenada". É sério, é de comer rezando! Depois, seguimos por Areias (onde o Monteiro Lobato viveu) e paramos no Mirante da Revolução de 1932 no km 255. A vista da Bocaina ali é um absurdo. Noite de descanso em São José do Barreiro.
Dia 2: Café, Biscoitos e Cachoeira
Depois de um café reforçado na pousada, a parada é na Fazenda Pau d'alho, que é patrimônio histórico.
Pecado capital: Passar na Mavic e não comprar os biscoitos amanteigados é um erro grave. Garanta os seus para o caminho! Seguimos para Bananal, terra dos casarões e do artesanato em crochê. Se o sol apertar na volta, a Cachoeira do Seu Valdir fica literalmente na beira da estrada. É só encostar a moto, tirar a bota e dar aquele mergulho rápido para renovar as energias antes de encarar a Dutra de volta para casa.
Quanto morre nessa brincadeira? (Estimativa para 2026)
Como a gente sabe que o preço de tudo sobe mais que giro de motor, fiz uma conta por alto para o casal:
Combustível: São uns 600 km no total. Com a Vulcan bebendo seus 16 km/l, reserve uns R$ 350,00.
Pedágio: Na Dutra, moto ainda é na faixa (pelo menos uma alegria!).
Comida: Para almoçar bem (comida tropeira raiz), jantar e os lanchinhos (biscoitos!), separe uns R$ 600,00.
Hospedagem: Uma pousada bacana em Barreiro ou Bananal deve girar entre R$ 400 e R$ 600.
Total: Fica entre R$ 1.300 e R$ 1.600.
Dicas de Ouro da Garupa:
Atenção ao chão: Entre Areias e Barreiro o asfalto prega peças. Tem trechos com brita e obras, então dê aquele toque no ombro do seu piloto para ele ficar esperto.
Clima: Na serra, o tempo vira em 10 minutos. Mesmo que o sol esteja rachando, leve um corta-vento. A umidade da mata esfria o corpo rápido.
Reserva: Se quiser dormir nas fazendas históricas, não dê bobeira. Elas lotam rápido porque são poucas vagas.
A Rota 68 é para quem ama o caminho, não apenas o destino. A vista aqui de trás é sempre a melhor, e a história a gente sente no vento.
A Rota 68 não para, e a vista daqui de trás é sempre a melhor! Nos vemos na estrada!
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